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Ciete Silvério

 

SP TEM MENOR NÚMERO DE ADOLESCENTES GRÁVIDAS EM 10 ANOS

Repórter da Rede

Em 2007, São Paulo teve o menor número de adolescentes grávidas da última década.  É o que aponta o mais novo balanço da Secretaria Estadual da Saúde com base nos dados da Fundação Seade. No ano passado foram registrados 96.554 casos de menores de 20 anos de idade grávidas contra 100.632 em 2006.
“Estamos numa linha de ação correta. Espero que no ano que vem esses números reduzam ainda mais. Com isso, vamos aumentando a liberdade de escolha dessas adolescentes”, disse Serra durante a divulgação do balanço, na capital. O governador atribuiu a queda a três fatores: aumento no nível de escolaridade, campanhas educacionais de esclarecimento e ações do governo estadual como a distribuição de contraceptivos nas estações do Metrô.
Na comparação com 1998, quando houve 148.018 casos, a redução chega a 34,7%. Pela primeira vez o total de casos não chegou a 100 mil.
Serra ressaltou que somente no período de um ano a diminuição no registro foi superior a quatro mil casos.  As adolescentes grávidas de 2007 representaram 16,25% do total de partos. Esse índice foi de 16,6% no ano anterior, 16,9% em 2005, 17,0% em 2004, 17,5% em 2003 e 18,4% em 2002.



No Brasil, o índice de adolescentes grávidas é de 21,8%, segundo dado do Ministério da Saúde referente a 2005 (último disponível). Excluindo-se o Estado de São Paulo o índice nacional sobe para 23,07%. “O país tem mostrado uma tendência diferente, o número de jovens grávidas tem aumentado. No caso, São Paulo está segurando a média nacional”, observou o governador paulista.
São Paulo apresentou, em 2007, taxa de prevalência de 24,5 grávidas por 1.000 adolescentes menores de 20 anos. No ano anterior o índice foi de 25,9 e, em 2005, de 27,4. A última taxa nacional, referente a 2005, foi de 34,83 gestantes por 1.000 adolescentes.
O declínio da ocorrência de gravidez precoce no Estado não acontece por acaso. “É fruto de um programa que ressalta a informação sobre sexo seguro, mas também lida com o comportamento juvenil, trabalhando as emoções, medos e inseguranças dos adolescentes que podem levá-los a um comportamento de risco”, afirma o secretário de estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.
Para continuar colhendo bons frutos nessa área, o Governo do Estado reforça suas ações. De acordo com o secretário, as iniciativas de sua pasta vão ganhar o reforço do Projeto Vale Sonhar, da Secretaria da Educação, que orienta jovens sobre os riscos da gravidez precoce no Vale do Ribeira e será estendido para 600 mil alunos de 3.600 escolas da rede estadual de ensino.
A iniciativa começou há 4 anos em 14 cidades do Vale do Ribeira, região paulista com os menores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Nessas cidades, o número de meninas grávidas caiu de 306 em 2004 para 72 em 2005 e 30 em 2006. O plano é introduzir o programa nas aulas de biologia do 1º ano do Ensino Médio já a partir do segundo semestre deste ano. Para isso, conta com a capacitação de dez mil educadores do Estado.

 


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