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Greve em Serviço Essencial é Falta de Cidadania

 

De acordo com o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo a cidade pode ficar sem ônibus na próxima segunda-feira dia 13 de fevereiro.

Ainda conforme o Sindicato em “soberana” assembleia realizada, a categoria resolveu paralisar as 32 garagens da cidade a partir da 0h do dia 13.

Segundo a categoria a insatisfação que poderá culminar na possível greve se deve pelos os critérios utilizados pela São Paulo Transportes (SPTrans) na aplicação das multas e nos valores delas previstos no Regulamento de Sanções e Multas (Resam).

Os motoristas e cobradores consideram que as empresas, ao repassarem ao holerite os altos valores das multas, comprometem os salários dos funcionários.

Segundo o Sindicato, a prefeitura aplica cerca de 400 multas diárias nas empresas de ônibus.

Conforme o Sindicato desde 2009 a tentativa em negociar com os representantes da Prefeitura e da SPtrans para uma solução definitiva na questão de duplicidade de multas que constam no Código de Trânsito Brasileiro e no Resam, que são aplicadas indiscriminadamente pelos agentes da SPTrans, tem sido em vão, pois não há um interesse em se avançar na questão.

De acordo com o Sindicato o objetivo da categoria não é isentar as empresas das responsabilidades contratuais.

São mais de 6,1 milhões de pessoas utilizam ônibus diariamente na capital paulista. Na última paralisação, ocorrida em 31 de janeiro, cerca de 2 milhões de usuários foram prejudicados.

O usuário, o cidadão, o munícipe, não pode ficar refém de uma categoria, por mais que suas reivindicações sejam justas.

Não é uma teoria da conspiração, mas todo ano eleitoral as greves começam a pipocar. Isso não ocorre só em aqui em São Paulo, mas por todo o país. Veja bem isso é apenas uma ilação, não é uma afirmação, mas a impressão que se tem é de que algumas categorias nesse período acabam sendo usadas como massa de manobra. Greve nos serviços essenciais não pode ser tolerada, pois causa prejuízos incalculáveis para a sociedade. Recentemente tivemos greve na área médica que se insurgiu contra os planos de saúde privado. Greve em aeroportos, quando esses serviços param causa um transtorno imenso. Por isso é preciso que o prefeito Kassab tente dialogar com os grevistas para que mais uma vez a parte mais frágil, que são os usuários do serviço, seja penalizada. Greve em serviço essencial é falta de cidadania.E lembre-se estamos em processo eleitoral, por isso na hora de votar coloque todas essas questões na balança. E vote consciente!